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	<title>Arquivo de 2a. Edição - LUPPA</title>
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	<title>Arquivo de 2a. Edição - LUPPA</title>
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		<title>Governos locais estão guiando a ação local a partir da comida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Simiema]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jan 2024 19:38:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Edições]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Iniciamos o ano de 2024 apresentando e nos debruçando sobre o relatório do IPES-Food, lançado em novembro de 2023, intitulado From Plate to Planet: How local governments are driving action on climate change through food, porque além de ser um documento elaborado por uma instituição internacional de prestígio no âmbito dos sistemas alimentares, é também uma forma  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciamos o ano de 2024 apresentando e nos debruçando sobre o relatório do <a class="RtUmt XgxHi" href="https://ipes-food.org/" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>IPES-Food</u></a>, lançado em novembro de 2023, intitulado <a class="RtUmt XgxHi" href="https://www.ipes-food.org/pages/platetoplanet#:~:text=%27From%20Plate%20to%20Planet%27%20shows,ensuring%20all%20residents%20can%20access" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>From Plate to Planet: How local governments are driving action on climate change through food</u></a>, porque além de ser um documento elaborado por uma instituição internacional de prestígio no âmbito dos sistemas alimentares, é também uma forma de lembrar uma das muitas conquista que o Comida do Amanhã teve em 2023. Isto porque neste relatório, o <a class="RtUmt XgxHi" href="https://luppa.comidadoamanha.org/" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>Laboratório Urbano de Políticas Alimentares -LUPPA</u></a> foi reconhecido internacionalmente como estratégia potente para fomentar a transformação dos sistemas alimentares locais e como única experiência do Sul Global em redes de suporte para as cidades nessa área. Vem conosco aprender mais sobre este relatório e suas recomendações?</p>
<p>Primeiramente, é importante dizer que o IPES-Food é um painel diversificado e independente de especialistas orientado por novas formas de pensar sobre pesquisa, sustentabilidade e sistemas alimentares, o qual adota uma abordagem democrática do conhecimento e reconhece as diferentes formas de conhecimento, desde o científico até o experimental, indígena e tradicional. É uma organização sem fins lucrativos com sede em Bruxelas, e financiada pela filantropia internacional. Os principais temas debatidos em suas publicações são: agroecologia, clima, governança global, agronegócio, saúde e resiliência, carne e proteína, e os sistemas alimentares urbanos. O IPES-Food fez e faz ao longo de seus anos de atuação uma forte e qualificada crítica à forma como os sistemas alimentares se organizam.</p>
<p>Voltando ao relatório <a class="RtUmt XgxHi" href="https://www.ipes-food.org/pages/platetoplanet#:~:text=%27From%20Plate%20to%20Planet%27%20shows,ensuring%20all%20residents%20can%20access" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>From plate to planet</u></a>, é importante comentar que este foi lançado intencionalmente alguns dias antes da realização da <a class="RtUmt XgxHi" href="https://www.comidadoamanha.org/post/cop-e-sistemas-alimentares-tudo-que-voc%C3%AA-precisa-saber-sobre-a-28%C2%AA-edi%C3%A7%C3%A3o-da-confer%C3%AAncia-do-clima" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>28ª edição da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 28</u></a>, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde os países que são parte da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) se reuniram para debater e repensar a agenda climática. O objetivo neste lançamento consistia em chamar atenção para que os governos parassem de negligenciar os sistemas alimentares em suas <a class="RtUmt XgxHi" href="https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/mudanca-do-clima/NDC" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>Contribuição Nacionalmente Determinada</u></a><a class="RtUmt XgxHi" href="https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/mudanca-do-clima/NDC" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u> (NDCs)</u></a>, ou seja compromissos climáticos nacionais, e prestassem atenção aos esforços pioneiros de redução de emissões das cidades e regiões subnacionais.</p>
<p>O documento busca, desta maneira, criticar os governos nacionais em relação às suas políticas climáticas que pouco levam em consideração os sistemas alimentares e ao mesmo tempo dar luz ao pioneirismo dos governos locais os quais fazem abordagens mais conectadas entre estes temas. Para os autores, os governos nacionais não estão incluindo em suas NDCs ambições climáticas relacionadas aos sistemas alimentares, perdendo a oportunidade de amplificar a redução das emissões de gases do efeito estufa. Os três pontos fracos identificados nas NDCs nacionais são: i) ausência de abordagens que incorporem todos os aspectos do sistema alimentar; ii)  falta de compromissos mensuráveis; e iii) falta de compromissos e políticas multi níveis e participativas.</p>
<p>Como forma de mostrar possíveis estratégias para suprir estes pontos fracos, são apresentadas sete maneiras pelas quais os governos locais estão combatendo as mudanças climáticas por meio da transformação do sistema alimentar, sendo elas: 1. planejamento de políticas alimentares e climáticas por meio de processos participativos e colaboração entre secretarias e setores; 2. estabelecimento de mecanismos robustos de planejamento, monitoramento e avaliação; 3. apoio à agricultura sustentável e às cadeias curtas; 4. garantia de que dietas saudáveis e sustentáveis estejam disponíveis, acessíveis e desejáveis; 5. aproveitamento das compras públicas para catalisar a produção e o consumo sustentáveis; 6. reduzir o desperdício de alimentos e melhorar o gerenciamento de resíduos; e 7. aproveitamento de parcerias e redes de aprendizado.</p>
<p>É nesta última estratégia apresentada que o LUPPA foi referenciado como iniciativa inovadora de apoio prático às cidades para o desenvolvimento de políticas alimentares locais. Além desta apresentação, o Brasil teve destaque no relatório com exemplos de duas cidades, São Paulo e Belo Horizonte, ambas mentoras do LUPPA. Para São Paulo, o destaque foi o Projeto Ligue os Pontos, hoje transformado no <a class="RtUmt XgxHi" href="https://ligueospontos.prefeitura.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>Programa Sampa + Rural</u></a>, o qual busca fomentar a cadeia de valor da agricultura local, por meio da assistência técnica para aumentar a produção, aumentar a renda, fazer a transição para práticas agrícolas sustentáveis, e encontrar compradores urbanos para seus produtos frescos e orgânicos. Já Belo Horizonte foi citado por ser pioneiro em <a class="RtUmt XgxHi" href="https://prefeitura.pbh.gov.br/smasac/susan" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>programas intersetoriais para garantir a segurança alimentar e nutricional</u></a> dos cidadãos. Detalhes sobre estas cidades e demais participantes das edições do LUPPA podem ser encontrados nas publicações: <a class="RtUmt XgxHi" href="https://luppa.comidadoamanha.org/biblioteca/cadernos-luppa-aprendizados-primeiro-lab/" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>Cadernos LUPPA – Aprendizados do 1° Lab</u></a> e  <a class="RtUmt XgxHi" href="https://luppa.comidadoamanha.org/biblioteca/cadernos-luppa-aprendizados-segundo-lab/" target="_blank" rel="noopener" data-hook="WebLink"><u>Cadernos LUPPA – Aprendizados do 2° Lab</u></a>.</p>
<p>O IPES-Food reforça a importância da atuação dos governos locais para limitar o aquecimento global e para tal, faz três robustas recomendações:</p>
<ol class="SPW3O mcSBi">
<li class="AOXBN" dir="auto" aria-level="1">Os governos nacionais devem revisar seus compromissos climáticos nacionais (NDCs) para incluir ações no sistema alimentar.</li>
<li class="AOXBN" dir="auto" aria-level="1">Os governos nacionais devem estabelecer mecanismos robustos para desenvolver, implementar e informar sobre as NDCs em colaboração com os governos locais.</li>
<li class="AOXBN" dir="auto" aria-level="1">Com base nos exemplos pioneiros, os governos locais devem desenvolver políticas alimentares integradas como uma ferramenta fundamental para a ação climática.</li>
</ol>
<p>Os governos locais e cidades seguem, portanto, sendo agentes relevantes na mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com ampla necessidade de reconhecer o papel dos sistemas alimentares nestes processos. É por isso, que o Comida do Amanhã segue trabalhando com temas interconectados como <em>Comida e Clima</em> e <em>Comida e Cidades</em> e já está começando os preparativos para a realização da terceira edição do LUPPA Lab neste ano de 2024.</p>
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		<title>SOFI 2023: a urbanização e suas consequências nos sistemas alimentares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Simiema]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2023 19:32:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Edições]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo ano a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), em conjunto com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançam o relatório “Estado da Segurança Alimentar e  [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todo ano a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), em conjunto com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançam o relatório “<a href="https://openknowledge.fao.org/handle/20.500.14283/cc3017en">Estado da Segurança Alimentar e a Nutrição no Mundo</a>” – o SOFI. O SOFI é o principal relatório global que mapeia o estado da segurança alimentar no mundo e busca informar sobre os progressos no sentido de erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição e fornecer uma análise aprofundada sobre os principais desafios para alcançar o ODS 2 no contexto da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Em 2023, o relatório tem como tema central “Urbanização, transformação dos sistemas agroalimentares e das dietas saudáveis no eixo urbano-rural”.</p>
<p>Ao longo do relatório são abordados e discutidos dados mais atuais sobre segurança alimentar e nutrição mundialmente, a forma como a urbanização está afetando os sistemas agroalimentares, o acesso a dietas saudáveis, além de políticas alimentares e soluções para alavancar a transformação dos sistemas agroalimentares para dietas saudáveis em todo o eixo urbano-rural. Este relatório marca um momento de destaque pós pandemia de covid-19, quando os níveis de fome e insegurança alimentar ao redor de todo o mundo se elevaram drasticamente e, que mesmo com uma lenta recuperação econômica global, outros fatores, como a guerra na Ucrânia e o aumento dos preços dos alimentos, dos insumos agrícolas e da energia, não permitiram uma grande redução destes níveis, mantendo a fome em níveis estáveis globalmente, porém ainda muito acima dos níveis pré-COVID-19 e longe de atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – ODS 2 definido para 2030.</p>
<p>Antes de apresentarmos os dados com mais detalhes, é importante esclarecer que os dados de fome no SOFI são medidos a partir de dois indicadores: o PoU e o FIES. PoU é o acrônimo para “Prevalence of Undernourishment”, que pode ser traduzido para “Prevalência da Sub-nutrição”. É um indicador indireto da fome e bastante complexo, que considera uma série de variáveis e dados nacionais, calculados considerando um período de 3 anos e que mede a estimativa de pessoas que não conseguem se alimentar adequadamente. Já o FIES, “Food Insecurity Experience Scale”, é traduzido como “Escala de Insegurança Alimentar” e se trata de uma medida baseada na percepção da insegurança alimentar familiar ou individual, permitindo recortes de <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/glossario/inseguranca-alimentar-e-nutricional">insegurança alimentar grave e moderada</a>. Assim, ao longo do texto, sempre que houver referência à insegurança alimentar moderada ou grave, os dados foram obtidos a partir do indicador FIES. Com estas primeiras explicações, vamos aos detalhes.</p>
<h2><strong>A fome em números</strong></h2>
<p>Os dados revelam que a proporção da população mundial que enfrentava fome em 2022 era de cerca de <strong>9,2%</strong>, em comparação com 7,9% em 2019, medida com base no <strong>PoU</strong>. A estimativa é de que a fome afetou entre 691 milhões e 783 milhões de pessoas no mundo em 2022. Além disso, neste mesmo ano, <strong>29,6%</strong> da população global – 2,4 bilhões de pessoas – estavam em situação de<strong> insegurança alimentar moderada ou grave</strong>, dados obtidos pelo FIES. No entanto, a relativa ausência de mudanças na fome em nível global de 2021 a 2022 esconde diferenças em nível regional: houve progresso na redução da fome (medida pelo PoU) na maioria das sub-regiões da Ásia e na América Latina, mas a fome ainda está aumentando na Ásia Ocidental, no Caribe e em todas as sub-regiões da África. O caso específico do Brasil abordaremos com mais detalhes adiante no texto.</p>
<p>Outro ponto importante é que de acordo com a classificação do Grau de Urbanização (DEGURBA), um novo padrão internacional, os dados revelam que, em nível global, <strong>a segurança alimentar melhora à medida que o grau de urbanização aumenta</strong>. A insegurança alimentar moderada e grave afetou 33,3% dos adultos que viviam em áreas rurais em 2022, em comparação com 28,8% em áreas periurbanas e 26,0% em áreas urbanas.</p>
<p><strong>As desigualdades de gênero são persistentes</strong>: a insegurança alimentar é mais prevalente entre as mulheres adultas do que entre os homens em todas as regiões do mundo, embora a diferença tenha diminuído consideravelmente em nível global de 2021 a 2022. Em 2022, 27,8% das mulheres adultas sofriam de insegurança alimentar moderada ou grave, em comparação com 25,4% dos homens, e a proporção de mulheres que enfrentavam insegurança alimentar grave era de 10,6%, em comparação com 9,5% dos homens.</p>
<h2><strong>Progresso em direção às metas globais de nutrição infantil</strong></h2>
<p>Globalmente, a prevalência de atraso no crescimento entre crianças com menos de cinco anos de idade tem diminuído constantemente, de uma estimativa de 33,0% (204,2 milhões) em 2000 para 22,3% (148,1 milhões) em 2022. A prevalência de magreza extrema nesta faixa etária também teve redução, diminuindo de 8,7% em 2000 para 6,8% em 2022, o que representa em números brutos uma redução de 54,1 milhões em 2000 para 45,0 milhões em 2022. Esses são indicadores que apontam tendência de atingir as metas previstas para 2030: não mais de 13,5% da população infantil com atraso de crescimento e não mais de 3% com magreza extrema. O relatório, no entanto, afirma que apesar do avanço nestes indicadores é necessário um maior direcionamento de recursos para os países com maior vulnerabilidade social para que as populações tenham acesso a ações essenciais para um possível atingimento real destas metas.</p>
<p>Já o sobrepeso infantil segue na direção oposta, com aumento quase homogêneo pelo mundo, partindo de 5,3% da população infantil (33,0 milhões) em 2000 para 5,6% (37,0 milhões) em 2022. A meta de 2030 é que esse percentual não ultrapasse 3%.</p>
<p>Os dados mais recentes relativos ao baixo peso ao nascer revelou que 14,7% dos recém-nascidos (19,8 milhões) nasceram com baixo peso ao nascer (menos de 2.500 g) em 2020, um declínio não significativo em relação aos 16,6% (22,1 milhões) em 2000. Para este indicador, a meta de 2030 é que esse percentual não ultrapasse 10,5%.</p>
<p>Os ganhos no que concerne ao aleitamento materno exclusivo entre bebês com menos de seis meses de idade são relevantes, com aumento de 37,0% (24,3 milhões) em 2012 para 47,7% (31,2 milhões) em 2021. Aqui, mais uma meta que ainda apesar de distante de ser atingida, caminha positivamente para ser alcançada em 2030, quando o objetivo é garantir 70%.</p>
<p>Vale destacar que as diferenças entre populações rurais e urbanas também foram identificadas nos quesitos de nutrição infantil. Em nível global, a prevalência de atraso no crescimento e magreza extrema foi maior nas áreas rurais do que nas áreas urbanas, enquanto o sobrepeso foi mais comumente encontrado nas áreas urbanas.</p>
<h2><strong>Urbanização e suas consequências</strong></h2>
<p>O relatório constata que para compreender as mudanças que o aumento da urbanização causa nos sistemas agroalimentares é importante refletir e agir a partir da crescente conectividade entre as áreas urbanas, periurbanas e rurais. A urbanização gera para os sistemas alimentares desafios como o aumento da disponibilidade de alimentos ultraprocessados a preços acessíveis, importando em aumento de taxas e sobrepeso e obesidade; redução na disponibilidade de legumes e frutas; a exclusão de pequenos agricultores das cadeias de valor formais; e expansão urbana e consequente redução das terras agricultáveis. No entanto gera também oportunidades, tais como expansão de atividades geradoras de renda ao longo das cadeias de valor, aumento da variedade de alimentos nutritivos e maior acesso por parte dos agricultores a insumos e serviços agrícolas à medida que as áreas urbanas se aproximam das áreas rurais.</p>
<h2><strong>Acesso a dietas saudáveis</strong></h2>
<p>A análise revisada apresentada no relatório deste ano mostra que quase 3,2 bilhões de pessoas em todo o mundo não podiam pagar por uma dieta saudável em 2020, com uma ligeira melhora em 2021 (uma redução de 52 milhões de pessoas). Em muitos países, o aumento no custo de uma dieta saudável esteve atrelado à redução na renda devido à pandemia de covid-19 e suas consequências. A maioria das pessoas sem condições de pagar por uma dieta saudável em 2021 vivia no sul da Ásia e na África Oriental e Ocidental.</p>
<p>Em um estudo com 11 países africanos, apresentado ao longo do documento, estima-se que em média, a porcentagem da população que não consegue pagar por uma dieta saudável nas áreas periurbanas e áreas rurais é de aproximadamente 1,5 vez maior do que nos centros urbanos.</p>
<h2><strong>Olhando para o Brasil</strong></h2>
<p>As estimativas para o Brasil indicam que um total de 32,8% da população convivia com insegurança alimentar grave ou moderada na média do triênio dos anos 2020 – 2022, o que representa em números absolutos 70 milhões de pessoas. Em comparação ao triênio pré – pandemia, 2017-2019, trata-se de um aumento de praticamente 60%. No que diz respeito à insegurança alimentar grave, considerada como estado da fome, os dados constatam 21,1 milhões de pessoas nessa condição. Para ambos os dados, a medição foi realizada pelo indicador FIES.</p>
<p>Vale esclarecer que as diferenças entre os dados divulgados pelo relatório SOFI e pelo <a href="https://olheparaafome.com.br/">II VIGISAN</a> se devem, em grande parte, à modelagem do cálculo utilizada por ambos. Enquanto o SOFI indica o percentual de 9,9%, ou 21,1 milhões de pessoas com fome no Brasil, o II VIGISAN apontou 15,5%, ou 33,1 milhões de pessoas no mesmo período. A estimativa do SOFI utiliza os indicadores PoU e FIES, já o II VIGISAN faz um recorte anual no desenvolvimento do estudo, a partir da aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Apesar de PoU e FIES serem indicadores completamente diferentes, o FIES se assemelha mais à EBIA, já que são ambos escalas de insegurança alimentar por meio da percepção de insegurança alimentar moderada ou grave. Há também uma diferença de cortes da insegurança alimentar moderada entre o FIES e a EBIA.</p>
<p>Por isso, dados tanto do SOFI quanto do II VIGISAN devem ser considerados, já que são recortes temporais distintos com metodologias diferenciadas, mas que nos entregam perspectivas tanto sobre o estado de fome mais imediato, quanto sobre o quadro de fome mais consolidado. O fato é que os dados disponíveis nos levam a olhar para as tendências de estimativas da insegurança alimentar que nos últimos anos apontam, independentemente da forma de coleta dos dados, para o aumento acentuado da insegurança alimentar no país.</p>
<h2><strong>LUPPA como destaque de Laboratório Alimentar no SOFI</strong></h2>
<p>Ao final do relatório são apresentadas políticas e soluções para ampliar a transformação dos sistemas agroalimentares para dietas saudáveis ao longo do eixo urbano-rural. Os exemplos são dos mais variados entre políticas e investimentos; tecnologia e inovação; além de mecanismos integrados de planejamento e governança.</p>
<p>Dentre as soluções que provocam potentes transformações, foram citados os modelos de “food labs” (laboratórios alimentares) e o <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/noticias-e-atualizacoes/luppa-e-destaque-mundial-em-relatorio-da-onu-para-alcancar-meta-de-fome-zero-e-agricultura-sustentavel?locale=pt_br">SOFI indicou o Brasil</a>, através do <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/?locale=pt_br">LUPPA</a> como exemplo de destaque a ser seguido para alcançar o ODS 2. O LUPPA é um projeto do <a href="https://www.comidadoamanha.org/">Instituto Comida do Amanhã</a>, em correalização com o <a href="https://americadosul.iclei.org/">ICLEI América do Sul</a>, e trata-se de uma plataforma colaborativa para facilitar a construção de políticas alimentares municipais integradas, participativas e com abordagem sistêmica. O LUPPA busca estimular municípios brasileiros a trabalharem na construção de uma agenda integrada de SAN e clima.</p>
<h2><strong>A dúvida de todo ano: atingiremos as metas do ODS 2 em 2030?</strong></h2>
<p>Como tem sido alertado pela ONU nos últimos anos, o mundo está longe de atingir as metas da Agenda 2030, e os indicadores do ODS, salvo parte daqueles relacionados à nutrição infantil, seguem tendência inversa, de se afastarem cada vez mais do Objetivo de Fome Zero. As expectativas quanto à condição de fome e insegurança alimentar ao redor do globo é de uma melhora lenta e diversos fatores regionais e locais tornam esta melhora mais complexa e vagarosa. Apesar disso, uma coisa é certa: existem diversas experiências exitosas para a transformação dos sistemas agroalimentares e melhor acesso a dietas saudáveis em todo o eixo urbano-rural. Agora cabe aos governos, setores privados e sociedade civil fazer com que estas soluções sejam de fato consolidadas em seus planos de ação.</p>
<p>Nos próximos dias, a comunidade internacional estará novamente reunida em Roma, para o encontro de monitoramento da <a href="https://www.un.org/en/food-systems-summit">Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares</a>, realizada em 2021, e que agora, dois anos depois, convida os países a apresentarem seus progressos em relação aos objetivos e compromissos então traçados. O encontro, chamado de <a href="https://www.unfoodsystemshub.org/fs-stocktaking-moment/">UN Food Systems Summit +2 Stocktaking Moment</a>, acontece entre os dias 24 e 26 de julho, na sede da FAO em colaboração com todo do sistema ONU e suas agências que fazem parte do UN Food Systems Coordination Hub. Delegações nacionais se reunirão no início e ao final do encontro, e diversas mesas e eventos paralelos ocorrerão em volta dos temas das principais coalizões que se formaram na Conferência de 2021.</p>
<p>Essa é mais uma oportunidade que os governos nacionais e a comunidade internacional não podem perder para buscar realinhar as ações nos países com os objetivos da Agenda 2030, em especial no que toca a Sistemas Alimentares, o combate à fome e à garantia de adequação das práticas agropecuárias às exigências de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, preservação dos direitos dos povos originários e adequação aos limites planetários.</p>
<p>O post <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/sofi-2023-a-urbanizacao-e-suas-consequencias-nos-sistemas-alimentares/">SOFI 2023: a urbanização e suas consequências nos sistemas alimentares</a> apareceu primeiro em <a href="https://luppa.comidadoamanha.org">LUPPA</a>.</p>
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		<title>A importância das cidades mentoras para o LUPPA – Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUPPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Mar 2023 19:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O LUPPA está apenas no seu 2º ano de atuação e temos aqui a consciência de que ainda temos muito trabalho pela frente. Além do trabalho de realização, planejamento, articulação, desenho e cooperação técnica que o Instituto Comida do Amanhã e ICLEI realizam em total sinergia, acreditamos na potência do trabalho coletivo e nossos parceiros  [...]</p>
<p>O post <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/importancia-cidades-mentoras-luppa-laboratorio-urbano-politicas-publicas-alimentares/">A importância das cidades mentoras para o LUPPA – Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares</a> apareceu primeiro em <a href="https://luppa.comidadoamanha.org">LUPPA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O LUPPA está apenas no seu 2º ano de atuação e temos aqui a consciência de que ainda temos muito trabalho pela frente. Além do trabalho de realização, planejamento, articulação, desenho e cooperação técnica que o Instituto Comida do Amanhã e ICLEI realizam em total sinergia, acreditamos na potência do trabalho coletivo e nossos parceiros são uma peça chave nesse processo. Uma parceria muito importante e essencial ao projeto são cidades mentoras. Nesse texto vamos contar um pouco mais da metodologia de mentoria utilizada pelo LUPPA e a importância desses agentes neste processo.</p>
<h2></h2>
<h2>VOZ DA EXPERIÊNCIA</h2>
<p>Cidades mentoras são cidades que já avançaram em suas políticas para sistemas alimentares, amadureceram e evoluíram seus planejamentos de segurança alimentar e nutricional, por isso, podem contribuir com sua expertise e experiência acumuladas para as demais cidades participantes. Elas são responsáveis por organizar e fornecer uma mentoria que acontece na segunda fase de cada ciclo do LUPPA em que há um grupo de cidades selecionadas para trabalhar com cada mentora. No LUPPA LAB#2, <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/noticias/como-foi-segundo-luppa-lab/">realizado entre os dias 1 e 3 de fevereiro</a>, as cidades mentoras compartilharam um pouco de suas realidades como um aperitivo do que será trabalhado dentro dos grupos. <strong>Tainara Ferreira, diretora de Resiliência de Salvador, Bahia</strong>, trouxe a importância de se fazer o trabalho em conjunto com a população, entender as nuances, cultura e conhecimentos tradicionais, e ter esse olhar sensível. Ela ainda destacou que Salvador é uma cidade com maioria de população negra e que as mulheres negras são a maioria de chefes de lares que sofrem com a insegurança alimentar, então é necessário pensar nesse recorte social. <strong>João Paulo Pucciariello Perez, diretor do departamento de Segurança Alimentar e Nutricional de Osasco, em São Paulo</strong>, pontuou que a política pública se inicia através de um problema e isso demanda um trabalho conjunto entre o poder público e a sociedade civil. Ele trouxe como exemplo o projeto de Hortas Pedagógicas que partiu da proposta de implantar hortas agroecológicas nas escolas como instrumento de auxílio no processo de ensino e aprendizagem. A ação foi realizada com a parceria de empresas e instituições da cidade. <strong>Morgiana Maria Kormann, coordenadora técnica e nutricionista do departamento de Estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba</strong>, no Paraná contou sobre o processo de construção do do plano de Segurança Alimentar e Nutricional, destacando que, ainda que a cidade tenha uma pasta de Secretaria Municipal de Segurança Alimentar Nutricional que centraliza as informações sobre o tema, buscar a intersetorialidade com as outras secretarias e ouvir as demandas da população é fundamental. <strong>Alexandre Ramos, gerente da Secretaria Executiva de Agricultura Urbana do Recife</strong>, em Pernambuco, contou sobre a experiência de construção coletiva do plano de agroecologia em uma cidade completamente urbana. A construção do plano começou em um seminário e envolveu diversos setores da sociedade, responsáveis por mais de 270 contribuições. <strong>Lia Palm, coordenadora de Agricultura e Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo</strong>, falou sobre o programa Sampa Mais Rural e o papel de resgate e reconhecimento da agricultura para a cidade. Para ela, a expectativa na mentoria é compartilhar e aprender de forma conjunta algumas tecnologias sociais de políticas públicas. <strong>Darklane Dias, Subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte</strong>, em Minas Gerais, cidade que atuou como mentora na 1ª edição do LUPPA mandou um vídeo mensagem para os presentes no LAB e contou um pouco como foi o processo de mentoria com os municípios e que desnudar os desafios impostos para alcançar os resultados foi o principal objetivo com cidade mentora. <a href="https://www.comidadoamanha.org/post/luppa-como-iniciativa-de-inova%C3%A7%C3%A3o-urbana" target="_blank" rel="noopener">Como o LUPPA, um laboratório inovador, trabalha para transformar a agenda alimentar urbana no Brasil</a></p>
<h2></h2>
<h2>METODOLOGIA</h2>
<p>Construir um espaço de aprendizagem entre gestores de governos municipais e demais atores dos sistemas alimentares urbanos é importante e necessário, por essa razão, a mentoria configura-se em uma cooperação técnica estreita onde esse conhecimento pode ser bem mais absorvido e uma troca mais aprofundada pode acontecer entre cidades mentoras e cidades mentoradas. A partilha tanto dos casos de sucesso quanto dos desafios enfrentados torna possível estabelecer um ambiente de aprendizado para além do teórico, com quem aprendeu na prática. Nesta segunda edição as mentorias estão divididas nos seguintes grupos:</p>
<ul>
<li>Curitiba: Abaetetuba, Barcarena e Belém, todas no Pará</li>
<li>Osasco: Araraquara – SP, Bragança – PA e Palmas – TO</li>
<li>Recife: Alvarães – AM, Pindamonhangaba – SP e Vitória do Mearim – MA</li>
<li>Salvador: Maricá – RJ e Nova Lima – MG</li>
<li>São Paulo: Alto Paraíso de Goiás, Jundiaí – SP, Santarém- PA</li>
</ul>
<p>__ O LUPPA é um projeto do Instituto Comida do Amanhã <a href="https://www.instagram.com/comidadoamanha/" target="_blank" rel="noopener">@comidadoamanha</a>, em correalização com o <a href="https://www.instagram.com/iclei_sams/" target="_blank" rel="noopener">@iclei_sams</a> com o apoio pleno do <a href="https://www.instagram.com/iibirapitanga/" target="_blank" rel="noopener">@iibirapitanga</a> e do ICS – Instituto Clima e Sociedade, apoio especial da <a href="https://www.instagram.com/UEnoBrasil/" target="_blank" rel="noopener">@UEnoBrasil</a>, <a href="https://www.instagram.com/embrapa/" target="_blank" rel="noopener">@embrapa</a> e do <a href="https://www.instagram.com/wwfbrasil/" target="_blank" rel="noopener">@wwfbrasil</a> e apoio institucional da FAO Brasil – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, <a href="https://www.instagram.com/insta.act/" target="_blank" rel="noopener">@insta.act</a>, <a href="https://www.instagram.com/alimentacaoconscientebr/" target="_blank" rel="noopener">@alimentacaoconscientebr</a>, e <a href="https://www.instagram.com/hsiglobal/" target="_blank" rel="noopener">@hsiglobal</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Curitiba lança a pedra fundamental da 2ª fazenda urbana e oficializa sua participação como cidade mentora no LUPPA</title>
		<link>https://luppa.comidadoamanha.org/curitiba-lanca-pedra-fundamental-2a-fazenda-urbana-oficializa-participacao-cidade-mentora-luppa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUPPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2023 19:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira (10/3) a cidade de Curitiba lançou a pedra fundamental para a implantação da segunda Fazenda Urbana da cidade. No evento estiveram presentes nossa coordenadora geral do LUPPA Juliana Tângari, o prefeito Rafael Greca, que assinaram o termo de cooperação de participação para Cidades Mentoras da 2ª edição do LUPPA, além de representantes de  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira (10/3) a cidade de Curitiba lançou a pedra fundamental para a implantação da segunda Fazenda Urbana da cidade. No evento estiveram presentes nossa coordenadora geral do LUPPA Juliana Tângari, o prefeito Rafael Greca, que assinaram o termo de cooperação de participação para Cidades Mentoras da 2ª edição do LUPPA, além de representantes de diversas secretarias municipais. O evento faz parte da programação pelos 330 anos de Curitiba e aconteceu no Parque dos Tropeiros, local onde será instalada a nova Fazenda, prevista para 2024. Na 1ª edição do LUPPA, Curitiba atuou como Cidade Mentora de Porto Alegre-RS, Sobral-CE e Niterói-RJ. Considerando o sucesso do trabalho realizado na mentoria da 1ª edição, a parceria foi renovada para o ciclo de 2023. “Com agricultura sustentável, a Fazenda Urbana já está ajudando a educar a população sobre a importância da vida no campo, mostrando que o ato de semear é o primeiro estágio da cadeia alimentar”, disse Greca no evento.</p>
<ul>
<li><a href="https://luppa.comidadoamanha.org/noticias/tudo-que-voce-quer-saber-sobre-luppa-lab/">Tudo o que você quer saber sobre o LUPPA LAB</a></li>
<li><a href="https://luppa.comidadoamanha.org/noticias/importancia-impacto-realizacao-segundo-laboratorio-politicas-publicas-alimentares/">A importância e o impacto da realização do 2º laboratório de políticas públicas alimentares</a></li>
</ul>
<p>Como ato simbólico, estudantes participantes do programa Linhas do Conhecimento fizeram um plantio de mudas de araucária enxertada e erva-mate na futura área de Agrofloresta, local do parque reservado para Fazenda. Segundo o portal oficial da prefeitura, a estrutura contará com uma escola de Segurança Alimentar e Nutricional equipada com cozinha multifuncional e área para compostagem, espaço de cultivo sustentável de alimentos, sede com áreas de administração, núcleo Regional da SMSAN, ecoworking, salas de aula e espaço para conferências e reuniões. Participaram também do lançamento o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional, Luiz Damaso Gusi, a secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila, o vereador Pier Petruzziello, o chefe-geral da Embrapa Florestas, Erich Gomes Schaitza, e o administrador da Regional CIC, Raphael Keiji Assahida. Para saber mais detalhes sobre a fazenda, leia a matéria completa no site oficial da cidade <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/fazenda-urbana-da-cic-vai-mostrar-na-cidade-a-importancia-de-semear-a-terra/67657" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Mentorias da 2ᵃ edição do LUPPA são definidas</title>
		<link>https://luppa.comidadoamanha.org/mentorias-2%e1%b5%83-edicao-luppa-definidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUPPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2023 19:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O LUPPA é um laboratório desenhado com o objetivo de colocar as cidades no centro do debate da agenda alimentar, tornando-as protagonistas e apoiando-as para que desenvolvam suas estratégias alimentares de forma integrada, intersetorial e com participação social. E para nos auxiliar nessa jornada contamos com o apoio de Cidades Mentoras, cidades que já avançaram  [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O LUPPA é um laboratório desenhado com o objetivo de colocar as cidades no centro do debate da agenda alimentar, tornando-as protagonistas e apoiando-as para que desenvolvam suas estratégias alimentares de forma integrada, intersetorial e com participação social. E para nos auxiliar nessa jornada contamos com o apoio de Cidades Mentoras, cidades que já avançaram em suas políticas alimentares locais e têm estruturas de governança sólidas estabelecidas. Elas conduzem jornadas de mentoria especialmente designadas para a cooperação técnica. São Cidades Mentoras da 2ᵃ edição : <strong>Curitiba, Osasco, Recife, Salvador e São Paulo</strong>. Para a definição dos grupos de cidades que trabalharão com cada uma das mentoras nesta edição foram avaliados os seguintes fatores: </p>
<ol>
<li>Cidades que participaram presencialmente do LUPPA LAB #2</li>
<li>Cidades da 1ª edição que não foram contempladas com mentoria e/ou premiação na edição passada</li>
<li>Engajamento nas atividades do LUPPA;</li>
<li>Identificação dos interesses e desafios das cidades participantes com as expertises e capacidade técnica de cada uma das cidades mentoras, ou seja, o cruzamento do que existe de disponibilidade de ceder por cada cidade mentora com o que há de interesse em acessar por parte das cidades participantes do LUPPA</li>
</ol>
<p> As cidades que receberão mentoria de <strong>Curitiba</strong> são Abaetetuba, Barcarena e Belém, todas no Pará. <strong>Osasco</strong> irá oferecer mentoria para Araraquara – SP, Bragança – PA e Palmas – TO. O grupo de <strong>Recife</strong> é composto por Alvarães – AM, Pindamonhangaba – SP e Vitória do Mearim – AM. <strong>Salvador</strong> irá trabalhar com Maricá – RJ e Nova Lima – MG e <strong>São Paulo</strong> com Alto Paraíso de Goiás, Jundiaí – SP e Santarém – PA. O LUPPA é uma jornada intensa, de um ano de duração, que entrega um repertório estendido de possibilidades para que as cidades sejam cada vez mais capazes de desenvolver suas estratégias alimentares de forma integrada, participativa, com pensamento sistêmico e alinhadas com os desafios globais e as necessidades e possibilidades locais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A importância e o impacto da realização do 2º Laboratório de Políticas Públicas alimentares</title>
		<link>https://luppa.comidadoamanha.org/importancia-impacto-realizacao-2o-laboratorio-politicas-publicas-alimentares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUPPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2023 19:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O LUPPA é o Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares, em que representantes de diversos municípios do Brasil se unem para trabalhar na construção de uma agenda integrada de SAN – Segurança Alimentar e Nutricional – e clima em suas cidades. A segunda edição do LUPPA LAB foi realizada de forma presencial na cidade de  [...]</p>
<p>O post <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/importancia-impacto-realizacao-2o-laboratorio-politicas-publicas-alimentares/">A importância e o impacto da realização do 2º Laboratório de Políticas Públicas alimentares</a> apareceu primeiro em <a href="https://luppa.comidadoamanha.org">LUPPA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O LUPPA é o Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares, em que representantes de diversos municípios do Brasil se unem para trabalhar na construção de uma agenda integrada de SAN – Segurança Alimentar e Nutricional – e clima em suas cidades. A segunda edição do LUPPA LAB foi realizada de forma presencial na cidade de São Paulo entre os dias 01 e 03 de fevereiro de 2023. O texto <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/noticias/como-foi-segundo-luppa-lab/">Como foi o 2º LUPPA LAB</a> conta mais sobre cidades participantes, convidados e visitas técnicas deste evento.</p>
<p>Esta edição teve um tempero especial com a expressiva representação dos conselhos de controle sociais das cidades participantes. 66% dos municípios contaram com a participação de membros da sociedade civil em harmonia com representantes das prefeituras, cumprindo um dos principais objetivos do LUPPA que é alavancar a construção de políticas públicas com participação social. Importante também valorizar que mais de 60% dos presentes eram mulheres, dando a possibilidade das vozes femininas serem parte da transformação dos sistemas alimentares.</p>
<p>Outro destaque desta edição é a diversidade territorial das cidades presentes. Foram 26 cidades de diferentes tamanhos e realidades das regiões Norte, Nordeste, Centro- Oeste, Sul e Sudeste do País. As cidades amazônicas com sua conjuntura bastante distinta do restante do Brasil tiveram a possibilidade de dialogar e trocar experiências e desafios com os demais municípios. Além disso, 12 cidades participantes da primeira edição mantiveram seu compromisso com a comunidade LUPPA e retornaram para participar da segunda edição do LAB, somadas às cinco cidades mentoras, Curitiba, Recife, Salvador, Osasco e São Paulo. A participação destas cidades mostra o engajamento das mesmas na participação das atividades propostas pelo LAB, e a importância de refletir e agir sobre a dinamicidade dos sistemas alimentares.</p>
<p>Sabemos que as capitais brasileiras, em geral, são referências de ações e políticas públicas em diferentes esferas. A ampla participação de capitais brasileiras no LAB demonstra a relevância e uma tendência do comprometimento com a agenda de SAN ao longo de todo o Brasil. As capitais engajadas na comunidade LUPPA são Rio Branco, Belém, Palmas, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e destaque para São Paulo, cidade mentora e sede do evento presencial. O comprometimento da cidade de São Paulo pode ser visto não somente pela possibilidade de sediar o evento, mas também pelo fato da pauta de SAN estar distribuída por oito secretarias municipais, tendo como ponto focal a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho que conta com a Coordenadoria de Agricultura e a Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional. O engajamento com a agenda de SAN no município também pode ser notado pela presença de quatro secretarias na mesa de abertura do LAB, sendo elas Secretaria Municipal das Subprefeituras, Secretaria Municipal de Relações Internacionais, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, e Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania.</p>
<p>Assim, o engajamento e comprometimento das cidades pode ser vista tanto ao longo das edições do LUPPA, mas também neste evento presencial, que teve grande adesão das cidades e parceiros desde o início até o fim. Os participantes chegaram muito motivados e saíram ainda mais comprometidos em incluir a pauta de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis como agenda central das políticas públicas municipais.</p>
<p>Para que este engajamento fosse real e contínuo, o LAB contou com uma jornada metodológica muito bem desenhada e conduzida pela equipe LUPPA com apoio da <a href="https://reospartners.com/pt-br/" target="_blank" rel="noopener">Reos Partners</a>. No primeiro dia, além da abertura do evento, os presentes participaram de uma rodada de apresentação, de uma pequena fala sobre colaboração estendida e de uma rica dinâmica de troca de experiências. Esta última contou com a participação de convidados especiais em cada grupo trazendo a possibilidade de uma reflexão maior sobre os temas discutidos nos grupos e também com o intuito de esclarecer dúvidas e expor angústias. Na manhã do segundo dia foram organizadas três visitas técnicas simultâneas pela cidade, oferecidas pela Prefeitura de São Paulo, com o intuito de conhecer práticas e equipamentos públicos de referência. Já na parte da tarde, a principal atividade foi o mapeamento sistêmico, em que os participantes identificaram alguns temas e áreas de mais impacto para a transformação dos sistemas alimentares municipais para que sejam mais saudáveis, justos, e sustentáveis. Finalmente, no último dia foi feito coletivamente um exercício de construção do chamado “projeto âncora” das cidades. O projeto âncora é uma ferramenta desenvolvida pelo LUPPA com o intuito de apoiar as cidades a identificarem e agirem sobre um ponto de alavancagem da transformação do sistema alimentar da cidade para construir ou desenvolver Planos Estratégicos ou de Ação, Planos de SAN, intersetoriais, participativos, e com visão sistêmica.</p>
<p>Ou seja, a realização do LAB presencial confirmou a habilidade de manter a adesão e o engajamento das cidades participantes e parceiros, mas também de inovar em sua proposta metodológica de laboratório social voltado a buscar as causas sistêmicas da atual conformação dos sistemas alimentares para que uma verdadeira transformação possa ser colocada em prática a partir das políticas públicas municipais. Todas as atividades propostas foram norteadas pelos quatro princípios do LUPPA, sendo eles: intersetorialidade, compromisso político, participação social e aprendizado mútuo.</p>
<p>Todos estes fatores são características intrínsecas do LUPPA, o que enriquece a troca e o compartilhamento de experiências entre as cidades e forma uma comunidade engajada e comprometida com a transformação dos sistemas alimentares. A possibilidade de um evento presencial permitiu um resultado mais impactante para os participantes, fortalecendo os vínculos, a construção de uma rede de apoio e, finalmente, o despertar da inteligência coletiva das cidades participantes. É exatamente com este resultado que se faz possível e real a mudança de cultura na gestão pública para o tema de sistemas alimentares e compreensão do verdadeiro e amplo papel das políticas alimentares.</p>
<p>Assim, encerramos esta etapa presencial com a sensação de dever cumprido. O LAB presencial conseguiu transmitir as mensagens planejadas e plantar a semente nos participantes e cidades presentes. Na verdade, trata-se muito mais do que somente uma esperança e sim a noção de que o impacto causado já é real e que as cidades saem deste evento com a noção da relevância da construção compartilhada da pauta de sistemas alimentares nos municípios, com participação social, engajamento, intersetorialidade, e uma governança mais ampla e inclusiva. Ou seja, a realização do LAB traz mais que uma esperança e sim a possibilidade real de transformação dos sistemas alimentares.</p>
<p>O LUPPA é um projeto do <a href="https://www.comidadoamanha.org/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Comida do Amanhã</a>, em correalização com o <a href="https://americadosul.iclei.org/" target="_blank" rel="noopener">ICLEI América do Sul</a> com o apoio pleno do <a href="https://www.ibirapitanga.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Ibirapitanga</a> e do <a href="https://climaesociedade.org/" target="_blank" rel="noopener">ICS – Instituto Clima e Sociedade</a>, apoio especial da <a href="https://www.instagram.com/uenobrasil/" target="_blank" rel="noopener">Delegação da União Europeia no Brasil</a>, <a href="https://www.embrapa.br/" target="_blank" rel="noopener">Embrapa</a> e do <a href="https://www.wwf.org.br/" target="_blank" rel="noopener">WWF Brasil</a> e apoio institucional da <a href="https://actbr.org.br/" target="_blank" rel="noopener">ACT Promoção da Saúde</a>, <a href="https://alimentacaoconsciente.org/" target="_blank" rel="noopener">Alimentação Consciente Brasil</a>, <a href="https://www.fao.org/brasil/pt/" target="_blank" rel="noopener">Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO Brasil</a> e <a href="https://www.hsi.org/" target="_blank" rel="noopener">Humane Society International</a> e parceria metodológica da <a href="https://reospartners.com/pt-br/" target="_blank" rel="noopener">Reos Partners</a>.</p>
<p>Nossa segunda edição conta com a mentoria das cidades de <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Curitiba</a>, <a href="https://osasco.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Osasco</a>, <a href="https://www2.recife.pe.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Recife</a>, <a href="http://www.salvador.ba.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Salvador</a> e <a href="https://www.capital.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">São Paulo</a> e das organizações: <a href="http://catedrajc.fsp.usp.br/" target="_blank" rel="noopener">Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da USP – Universidade de São Paulo,</a> do <a href="https://www.instagram.com/_cecaneufam/" target="_blank" rel="noopener">CECANE – Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar da UFAM – Universidade Federal do Amazonas</a>, do <a href="https://www.instagram.com/geppaasufmg/" target="_blank" rel="noopener">GEPPAAS – Grupo de Estudos, Pesquisas e Práticas em Ambiente Alimentar e Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG</a>, do <a href="https://www.ufrgs.br/agrifood/" target="_blank" rel="noopener">GEPAD – Grupo de Estudos em Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS</a>, do <a href="https://idec.org.br/" target="_blank" rel="noopener">IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor</a>, do <a href="https://institutokairos.net/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Kairós Ética e Atuação Responsável</a> e do <a href="https://www.institutoregenera.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Regenera</a>.</p>
<p>O post <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/importancia-impacto-realizacao-2o-laboratorio-politicas-publicas-alimentares/">A importância e o impacto da realização do 2º Laboratório de Políticas Públicas alimentares</a> apareceu primeiro em <a href="https://luppa.comidadoamanha.org">LUPPA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como foi o 2º LUPPA Lab</title>
		<link>https://luppa.comidadoamanha.org/como-foi-2o-luppa-lab/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUPPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2023 19:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>foto: Juliana Rossini Entre os dias 01 e 03 de fevereiro de 2023 foi realizada de forma presencial a segunda edição do LUPPA LAB, sediada pela cidade de São Paulo. O LAB é uma das atividades do LUPPA, o Laboratório de Políticas Públicas e Alimentares, onde representantes de diversos municípios do Brasil se unem para  [...]</p>
<p>O post <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/como-foi-2o-luppa-lab/">Como foi o 2º LUPPA Lab</a> apareceu primeiro em <a href="https://luppa.comidadoamanha.org">LUPPA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>foto: Juliana Rossini Entre os dias 01 e 03 de fevereiro de 2023 foi realizada de forma presencial a segunda edição do LUPPA LAB, sediada pela cidade de São Paulo. O LAB é uma das atividades do LUPPA, o Laboratório de Políticas Públicas e Alimentares, onde representantes de diversos municípios do Brasil se unem para trabalhar na construção de uma agenda integrada de SAN – Segurança Alimentar e Nutricional – e clima em suas cidades. Ao longo dos dias do LAB, foram mais de 140 pessoas envolvidas em fazer este evento acontecer. As 26 cidades presentes, membros da comunidade LUPPA, trouxeram mais de setenta participantes, incluindo tanto representantes das prefeituras quanto da sociedade civil, por meio dos conselhos de controle social. As cidades que marcaram presença foram Abaetetuba, Alto Paraíso de Goiás, Alvarães, Anchieta, Araraquara, Barcarena, Belém, Bragança, Contagem, Jundiaí, Maracanaú, Maricá, Niterói, Nova Lima, Palmas, Pindamonhangaba, Porto Alegre, Rio Branco, Santarém, Sobral e Vitória do Mearim, além das cidades mentoras, Curitiba, Osasco, Recife, Salvador e São Paulo – a qual também sediou o evento. Estiveram também presentes 30 convidados, entre especialistas no tema das políticas alimentares, governantes, parceiros e apoiadores do LUPPA, tais como representantes da Prefeitura de São Paulo – cidade sede do evento – do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e do Ministério das Relações Internacionais. A equipe LUPPA, responsável pela realização do evento, reuniu aproximadamente 40 pessoas. Ao longo do evento também foi possível receber diversas “pílulas de inspiração”, por meio de vídeos curtos gravados especialmente para esta segunda edição do LUPPA LAB. Os convidados para lançarem essas pílulas de inspiração são representantes de Universidades brasileiras, do Painel de Especialistas para Segurança Alimentar e Nutricional High Level Panel of Experts on Food Security and Nutrition (HLPE – Committee on World Food Security), de uma associação indígena e do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana. Vale lembrar que o LUPPA LAB é parte de um programa de um ano de duração, que entrega um repertório estendido de ferramentas para que as cidades sejam cada vez mais capazes de desenvolver suas estratégias alimentares. Este momento imersivo do LAB foi metodologicamente planejado e contou com uma jornada sobre pensamento sistêmico, colaboração estendida, intersetorialidade, e o desenvolvimento de planos de ação que apontam rotas para a construção de estratégias de SAN, tendo como apoio a experiência da Reos Partners. Nesta segunda edição do LUPPA LAB, foram um total de 25 horas de imersão em palestras, atividades práticas, trabalhos em grupo e visitas técnicas. Estas últimas ganharam destaque e foram organizadas no formato de três diferentes e simultâneos roteiros pela cidade, oferecidos pela Prefeitura de São Paulo, com o intuito de conhecer práticas e equipamentos públicos de referência. O primeiro roteiro, com tema central o combate ao desperdício, teve como pontos visitados o Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (CRESAN) na Vila Maria Zona Norte do município e uma feira municipal participante do Programa Combate ao Desperdício. Já o segundo roteiro teve como mote central Gênero, Agricultura Urbana e Educação nutricional, com visita à estrutura do Viveiro Escola Mulheres do GAU (Grupo de Agricultura Urbana) na Zona Leste do município e Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) localizado na mesma região. Finalmente, as experiências visitadas no terceiro roteiro foram duas hortas urbanas sobre linhões de energia – Horta da Sebastiana e Horta Avaí – e o Pátio de Compostagem de São Mateus, iniciativas localizadas também na Zona Leste de São Paulo. A realização do LUPPA e o envolvimento das cidades amplia o potencial de inclusão da pauta dos sistemas alimentares na agenda política dos municípios. O LAB presencial tem potencial de impactar a realidade de mais cinco milhões de pessoas espalhadas por municípios de diferentes tamanhos e realidades das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do País . O LUPPA é um projeto do <a href="https://www.comidadoamanha.org/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Comida do Amanhã</a>, em correalização com o <a href="https://americadosul.iclei.org/" target="_blank" rel="noopener">ICLEI América do Sul</a> com o apoio pleno do <a href="https://www.ibirapitanga.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Ibirapitanga</a> e do <a href="https://climaesociedade.org/" target="_blank" rel="noopener">ICS – Instituto Clima e Sociedade</a>, apoio especial da <a href="https://www.instagram.com/uenobrasil/" target="_blank" rel="noopener">Delegação da União Europeia no Brasil</a>, <a href="https://www.embrapa.br/" target="_blank" rel="noopener">Embrapa</a> e do <a href="https://www.wwf.org.br/" target="_blank" rel="noopener">WWF Brasil</a> e apoio institucional da <a href="https://actbr.org.br/" target="_blank" rel="noopener">ACT Promoção da Saúde</a>, <a href="https://alimentacaoconsciente.org/" target="_blank" rel="noopener">Alimentação Consciente Brasil</a>, <a href="https://www.fao.org/brasil/pt/" target="_blank" rel="noopener">Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO Brasil</a> e <a href="https://www.hsi.org/" target="_blank" rel="noopener">Humane Society International</a> e parceria metodológica da <a href="https://reospartners.com/pt-br/" target="_blank" rel="noopener">Reos Partners</a>. Nossa segunda edição conta com a mentoria das cidades de <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Curitiba</a>, <a href="https://osasco.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Osasco</a>, <a href="https://www2.recife.pe.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Recife</a>, <a href="http://www.salvador.ba.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Salvador</a> e <a href="https://www.capital.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">São Paulo</a> e das organizações: <a href="http://catedrajc.fsp.usp.br/" target="_blank" rel="noopener">Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da USP – Universidade de São Paulo,</a> do <a href="https://www.instagram.com/_cecaneufam/" target="_blank" rel="noopener">CECANE – Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar da UFAM – Universidade Federal do Amazonas</a>, do <a href="https://www.instagram.com/geppaasufmg/" target="_blank" rel="noopener">GEPPAAS – Grupo de Estudos, Pesquisas e Práticas em Ambiente Alimentar e Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG</a>, do <a href="https://www.ufrgs.br/agrifood/" target="_blank" rel="noopener">GEPAD – Grupo de Estudos em Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS</a>, do <a href="https://idec.org.br/" target="_blank" rel="noopener">IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor</a>, do <a href="https://institutokairos.net/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Kairós Ética e Atuação Responsável</a> e do <a href="https://www.institutoregenera.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Regenera</a>.</p>
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		<title>Tudo o que você quer saber sobre o LUPPA Lab</title>
		<link>https://luppa.comidadoamanha.org/tudo-voce-saber-sobre-luppa-lab/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUPPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 19:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta segunda edição do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (LUPPA), o LUPPA LAB (momento de encontro imersivo entre cidades) vai acontecer entre os dias 1 e 3 de Fevereiro, na cidade de São Paulo. Diferente da primeira edição do LUPPA, onde o LAB aconteceu de forma totalmente virtual, este será um encontro presencial, onde  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta segunda edição do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (LUPPA), o LUPPA LAB (momento de encontro imersivo entre cidades) vai acontecer entre os dias 1 e 3 de Fevereiro, na cidade de São Paulo.</p>
<p>Diferente da primeira edição do LUPPA, onde o LAB aconteceu de forma totalmente virtual, este será um encontro presencial, onde representantes das cidades LUPPA (da primeira e segunda edições) terão a oportunidade de mergulhar de forma intensa nas agendas de alimentação urbana, trocar informações entre si e se fortalecerem metodológica e tematicamente.</p>
<p>O LAB é um momento fundamental da jornada de cada edição do LUPPA, e é um evento exclusivo para representantes das cidades participantes. Neste texto vamos explicar um pouco melhor sobre em que consiste o LAB, e algumas de suas diretrizes principais. Assim, mesmo que você não esteja participando do encontro, vai poder entender um pouco melhor o que acontece por lá.</p>
<p>E sempre vale lembrar que, aqui no site, temos uma série de conteúdos disponíveis para acesso público – <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/biblioteca">cadernos LUPPA</a>, documentos de referência para o LAB, um glossário de termos sobre sistemas alimentares, etc. Temos ainda gravações de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oWBOR_1Lo9c&#038;list=PLpVVjv4XnhUkDxAJNq2svLV0LIDlY8iuV" target="_blank" rel="noopener">várias lives LUPPA</a> que já realizamos com especialistas, todos disponíveis no nosso canal de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oWBOR_1Lo9c&#038;list=PLpVVjv4XnhUkDxAJNq2svLV0LIDlY8iuV" target="_blank" rel="noopener">youtube</a>. Então, fica o convite para você poder conhecer mais, se interessar mais e, quem sabe, trazer a sua cidade para o LUPPA também. 🙂</p>
<h2></h2>
<h2>O que acontece no LUPPA LAB?</h2>
<p>O LUPPA LAB é o momento em que todas as cidades participantes mergulham numa jornada de aprendizado e troca de experiências intensa entre si.</p>
<p>É no LAB que:</p>
<p>As gestoras e gestores compartilham seus desafios e seus casos de sucesso, e escutam dos demais as soluções que outras cidades encontraram para desafios que são muitas vezes comuns.</p>
<p>Representantes de Conselhos de controle social também somam suas vozes a esse processo de identificar desafios e estabelecer prioridades.</p>
<p>Nesse processo, amplia-se bastante o conhecimento de todas e todos sobre agendas específicas dos sistemas alimentares urbanos (como agricultura urbana, alimentação escolar, sistemas circulares, etc).</p>
<p>Mergulhamos numa jornada metodológica sobre pensamento sistêmico, colaboração estendida, intersetorialidade, e o desenvolvimento de planos de ação que apontam rotas para a construção de estratégias de SAN.</p>
<p>Apesar de o encontro do LAB ser o momento mais intenso de todo o laboratório LUPPA, ele não é o único. Cada edição do LUPPA tem um ciclo de um ano de atividades, que incluem diversas oficinas e produção de conteúdos, como seminários dedicados para os participantes das cidades, troca de experiências e de conteúdos através do site (e as cidades participantes têm uma área exclusiva dedicada a elas), desenvolvimento de diagnóstico de cada cidade sobre o seu sistema alimentar urbano, o desenvolvimento e publicação do <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/mapa-das-cidades">mapa LUPPA</a>, publicação de conteúdos sobre o LAB (cadernos LUPPA), realização de lives abertas ao público (LUPPA web), e jornadas de mentoria das cidades participantes com cidades mentoras, onde muitas trocas e aprendizados acontecem.</p>
<p>O LUPPA é assim uma jornada intensa, de um ano de duração, que entrega um repertório estendido de possibilidades para que as cidades sejam cada vez mais capazes de desenvolver suas estratégias alimentares de forma integrada, participativa, com pensamento sistêmico e alinhadas com os desafios globais e as necessidades e possibilidades locais.</p>
<h2></h2>
<h2>Intersetorialidade, vontade política, participação social e aprendizado mútuo – princípios norteadores do LAB</h2>
<p>O LUPPA é um laboratório desenhado com o objetivo de colocar as cidades no centro do debate da agenda alimentar, tornando-as protagonistas e apoiando-as para que desenvolvam suas estratégias alimentares de forma integrada, intersetorial, com participação social. Para que isso aconteça, é fundamental que exista vontade política, e para que esse processo seja fortalecido e efetivo, cidades podem aprender muito umas com as outras.<br />
No encontro do LAB, como em todo o processo do LUPPA, esses princípios são fundamentais. Explicamos por quê.</p>
<h3></h3>
<h3>Intersetorialidade</h3>
<p>Sistemas alimentares urbanos são complexos por natureza. A comida e as cidades se encontram em muitas áreas, desde a produção de alimentos (por exemplo, agricultura urbana), o abastecimento alimentar (por exemplo, mercados municipais), os meios de distribuição (por exemplo, feiras livres), as políticas de acesso a populações vulneráveis (por exemplo, cozinhas solidárias e restaurantes populares), as políticas de alimentação escolar, as medidas de incentivo à produção a partir das compras públicas de alimentos, as ações de combate ao desperdício de alimentos, as ações de educação alimentar e nutricional, as medidas de regulação dos ambientes alimentares (por exemplo, proibição de venda de determinados produtos em equipamentos públicos), e a lista continua…</p>
<p>É nas cidades que o sistema alimentar encontra a grande parte dos consumidores, e é também nas cidades que podem ser desenhadas e implementadas políticas inovadoras, capazes de responder às demandas específicas dos seus habitantes. Cidades são lugares de inovação por excelência, e onde gestores públicos têm uma proximidade grande com seus moradores.</p>
<p>Sabendo disso, desenhamos o LUPPA de forma a garantir que alguma dessa complexidade dos sistemas alimentares fosse considerada ao longo de toda a jornada das cidades. Um plano de segurança alimentar e nutricional, uma ação para melhorar o acesso à alimentação pela população, tem maior potencial de ser efetivo, inclusivo, sustentável, se várias secretarias municipais estiverem juntas no seu desenho, execução e monitoramento. O trabalho intersetorial é muito importante para o avanço das agendas alimentares urbanas. Por isso mesmo, cada cidade participante do LUPPA indicou um mínimo de 2 pessoas para representarem a sua gestão, necessariamente oriundas de secretarias distintas. Essa é uma das condições para que qualquer cidade possa participar do LUPPA, como definido em edital de seleção que publicamos antes de cada edição.</p>
<p>No LUPPA LAB incentivamos que as cidades destinem 2 representantes de sua gestão para participarem do encontro, e nos diversos encontros que fazemos com as cidades em formato virtual ao longo do LUPPA, incentivamos que exista o maior número de participantes oriundos das diversas secretarias. Para além de fortalecer as políticas e ações da sua agenda alimentar, a intersetorialidade permite que colegas se encontrem, se ajudem, se fortaleçam no seu trabalho a serviço da população.</p>
<h3>Vontade política</h3>
<p>A boa execução de uma política pública depende do mérito das equipes técnicas dos órgãos municipais e da vontade política dos gestores. Prefeitos e prefeitas que entendam a importância da agenda alimentar urbana são aliados de todo o avanço do trabalho ao nível local. Esse comprometimento é o que garante que projetos, ações, planejamentos estruturados, inovadores, atentos às demandas locais, sejam efetivamente implementados e considerados no orçamento municipal e nas prioridades do município.</p>
<p>Por isso mesmo, todas as cidades LUPPA são solicitadas a entregar, no momento da sua inscrição, uma carta de compromisso assinada por seu/sua prefeito/a. Esse compromisso é essencial para que as equipes técnicas possam se dedicar ao trabalho do LUPPA e possam levar para a sua cidade resultados da sua participação, impactando a agenda local e a capacidade de desenvolvimento de ações e políticas alimentares.</p>
<h3>Participação Social</h3>
<p>Para uma boa gestão, execução, revisão e monitoramento de políticas públicas, é fundamental ouvir a população.<br />
Na estrutura do poder executivo municipal está prevista a formação de conselhos de controle social, para diversas áreas da gestão municipal. Nesses conselhos, membros da sociedade civil participam dos processos de gestão, seja de forma meramente consultiva ou com algum poder deliberativo.</p>
<p>Essa sociedade civil organizada é fundamental para que políticas alimentares sejam efetivas, tenham resultados positivos para a população e sejam sempre melhoradas a partir do monitoramento daqueles que delas se beneficiam – as partes interessadas.</p>
<p>Por isso, no LUPPA, cada cidade participante deve indicar um/a representante da sociedade civil que pertença ao órgão de controle social mais relacionado à agenda alimentar local – pode ser um conselho de segurança alimentar, ou caso este não esteja ativo, um conselho de alimentação escolar, ou de desenvolvimento rural, por exemplo.</p>
<p>No LUPPA LAB, diversos representantes de sociedade civil das cidades participantes estarão presentes, participando de todas as atividades junto com os representantes da gestão municipal. Um sistema alimentar urbano forte e sustentável depende do diálogo e do trabalho conjunto entre gestão municipal e sociedade civil; e no LUPPA esse é um ponto estruturante de todo o processo.</p>
<h3></h3>
<h3>Aprendizado mútuo</h3>
<p>A solução de um pode ser útil para o desafio do outro. No LUPPA confiamos muito na capacidade de aprendizado mútuo entre agentes. Incentivamos que os municípios compartilhem seus desafios com os demais, e também as soluções que desenvolveram. Essa capacidade de troca tem demonstrado ser o motor mais poderoso para o avanço nas políticas públicas e ações de alimentação urbana. Aquele município que encontrou formas de destravar processos localmente pode trazer sua experiência para outro município que está agora enfrentando um desafio semelhante.<br />
No LUPPA as cidades encontram espaço seguro para compartilhar as suas dificuldades, se ajudarem mutuamente, mas também compartilharem suas boas práticas, seus sucessos, e celebrarem juntas.</p>
<p>Esse espaço de confiança e aprendizado contínuo não só ajuda no trabalho técnico dos representantes e no avanço de suas ações locais, mas é muito importante para que os participantes possam reconhecer o valor de seu trabalho, as suas capacidades e conquistas, para que sejam valorizados e fortalecidos.<br />
Nos três dias do LAB, existirão diversos momentos de trocas entre cidades, ora em pequenos grupos ora em plenária com o grupo maior. As cidades terão ainda a oportunidade de visitar ações realizadas pela prefeitura de São Paulo, cidade mentora do LUPPA e sede do LAB #2, que irá ofertar visitas técnicas a alguns de seus projetos mais significativos na agenda alimentar local.</p>
<h2></h2>
<h2>Quem participa do LUPPA LAB?</h2>
<p>O LUPPA LAB é o momento mais intenso de todo o Laboratório, e é um evento fechado para as cidades participantes e cidades mentoras.</p>
<p>O objetivo maior do LAB é ampliar a forma como as prefeituras se instrumentalizam para desenvolver seus planos de segurança alimentar e nutricional de forma integrada, multissetorial, com participação social. Todo o LAB é desenhado para que possa otimizar da melhor forma o trabalho dos municípios.</p>
<p>No LUPPA LAB #2, os representantes indicados pelas cidades LUPPA estarão juntos presencialmente por 3 dias, onde poderão mergulhar em diversos temas da agenda alimentar urbana, poderão compartilhar ações, políticas, projetos que já desenvolvem, e conhecer sobre o que outras cidades LUPPA estão fazendo também.</p>
<p>O desenho do LAB é pensado para que os participantes possam fortalecer suas capacidades e desenvolver suas políticas de forma participativa, multissetorial e de forma integrada com pensamento sistêmico. Para que isso seja possível, participam da imersão do LUPPA LAB #2:</p>
<ul>
<li>representantes da gestão municipal de secretaria ou órgão ligado à agenda alimentar municipal (conforme indicação da cidade participante);</li>
<li>representantes da sociedade civil, que faça parte de algum órgão de controle social (conselho municipal) com relação mais direta a agenda alimentar urbana (por exemplo, CONSEA, ou CAE, ou CMDR, etc), conforme indicado pela cidade no momento da seleção ;</li>
<li>representantes das cidades mentoras LUPPA – cidades que já têm suas estratégias alimentares desenvolvidas, que têm estruturas de governança fortalecidas e boas práticas a compartilhar;</li>
<li>parceiros e mentores do LUPPA – representantes de nossas organizações parceiras que contribuem para o laboratório trazendo conteúdo e conhecimento especializado em temas de interesse da agenda alimentar das cidades participantes.</li>
</ul>
<h2></h2>
<h2>Como fazer parte do LUPPA?</h2>
<p>O LUPPA é constituído essencialmente pelas cidades e pelas organizações parceiras.</p>
<h3></h3>
<h3>As cidades</h3>
<p>Entre as cidades existem as (i) cidades participantes, que participam de todos os momentos do LAB e demais atividades do LUPPA, aprendendo com as demais e se fortalecendo para que possam desenvolver suas próprias estratégias alimentares; (ii) cidades mentoras, que participam de alguns momentos do LAB e que conduzem jornadas de mentoria com as cidades participantes a partir de termos de cooperação – são cidades que já avançaram em suas políticas alimentares locais e têm estruturas de governança sólidas estabelecidas.</p>
<p>A seleção de cidades participantes do LUPPA é feita por meio de edital, publicado antes do começo de cada edição do laboratório (um por ano) no site luppa.comidadoamanha.org, e voltado a cidades com até 1,5 milhão de habitantes que cumpram certos requisitos. A abertura do edital é divulgada nas redes sociais das organizações realizadoras, no site do LUPPA e via newsletter do Instituto Comida do Amanhã.</p>
<p>O mesmo processo ocorre para a seleção de cidades mentoras.</p>
<p>Tanto as cidades mentoras quanto as cidades participantes podem renovar seu engajamento com o programa a cada ano.</p>
<h3></h3>
<h3>As organizações parceiras</h3>
<p>Entre as organizações parceiras existem as (i) organizações mentoras, que aportam conhecimento técnico para o LUPPA, a partir de suas áreas de especialidade e (ii) organizações apoiadoras, que aportam recursos financeiros e materiais para o LUPPA, viabilizando a realização e continuidade do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares.</p>
<p>Para mais detalhes sobre como se tornar uma organização parceira entre em contato pelo e-mail luppa@comidadoamanha.org.</p>
<p>O LUPPA é um projeto do <a href="https://www.comidadoamanha.org/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Comida do Amanhã</a>, em correalização com o <a href="https://americadosul.iclei.org/" target="_blank" rel="noopener">ICLEI América do Sul</a> com o apoio pleno do <a href="https://www.ibirapitanga.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Ibirapitanga</a> e do <a href="https://climaesociedade.org/" target="_blank" rel="noopener">ICS – Instituto Clima e Sociedade</a>, apoio especial da <a href="https://www.instagram.com/uenobrasil/" target="_blank" rel="noopener">Delegação da União Europeia no Brasil</a>, <a href="https://www.embrapa.br/" target="_blank" rel="noopener">Embrapa</a> e do <a href="https://www.wwf.org.br/" target="_blank" rel="noopener">WWF Brasil</a> e apoio institucional da <a href="https://actbr.org.br/" target="_blank" rel="noopener">ACT Promoção da Saúde</a>, <a href="https://alimentacaoconsciente.org/" target="_blank" rel="noopener">Alimentação Consciente Brasil</a>, <a href="https://www.fao.org/brasil/pt/" target="_blank" rel="noopener">Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO Brasil</a> e <a href="https://www.hsi.org/" target="_blank" rel="noopener">Humane Society International</a> e parceria metodológica da <a href="https://reospartners.com/pt-br/" target="_blank" rel="noopener">Reos Partners</a>.</p>
<p>Nossa segunda edição conta com a mentoria das cidades de <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Curitiba</a>, <a href="https://osasco.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Osasco</a>, <a href="https://www2.recife.pe.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Recife</a>, <a href="http://www.salvador.ba.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Salvador</a> e <a href="https://www.capital.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">São Paulo</a> e das organizações: <a href="http://catedrajc.fsp.usp.br/" target="_blank" rel="noopener">Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da USP – Universidade de São Paulo,</a> do <a href="https://www.instagram.com/_cecaneufam/" target="_blank" rel="noopener">CECANE – Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar da UFAM – Universidade Federal do Amazonas</a>, do <a href="https://www.instagram.com/geppaasufmg/" target="_blank" rel="noopener">GEPPAAS – Grupo de Estudos, Pesquisas e Práticas em Ambiente Alimentar e Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG</a>, do <a href="https://www.ufrgs.br/agrifood/" target="_blank" rel="noopener">GEPAD – Grupo de Estudos em Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS</a>, do <a href="https://idec.org.br/" target="_blank" rel="noopener">IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor</a>, do <a href="https://institutokairos.net/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Kairós Ética e Atuação Responsável</a> e do <a href="https://www.institutoregenera.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Regenera</a>.</p>
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		<title>Conheça as cidades LUPPA selecionadas para a iniciativa Diálogos União Europeia – Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUPPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 19:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Compartilhar experiências, trocar informações e estar em contato com diversas realidades é fundamental para fortalecer a agenda de políticas públicas municipais e engajar cada vez mais cidades na implementação de sistemas alimentares circulares que abordam a mitigação do desperdício de alimentos para alcançar benefícios ambientais e econômicos. E esse é justamente objetivo do Projeto Diálogos  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Compartilhar experiências, trocar informações e estar em contato com diversas realidades é fundamental para fortalecer a agenda de políticas públicas municipais e engajar cada vez mais cidades na implementação de sistemas alimentares circulares que abordam a mitigação do desperdício de alimentos para alcançar benefícios ambientais e econômicos. E esse é justamente objetivo do Projeto Diálogos União Europeia – Brasil: “Cidades e Alimentação: Governança e Boas Práticas para alavancar os Sistemas Alimentares Urbanos Circulares”, uma iniciativa desenvolvida pela Delegação da União Europeia no Brasil em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, e com apoio do Instituto Comida do Amanhã, do ICLEI América do Sul e do WWF-Brasil. Hoje, estamos muito felizes em anunciar as 5 cidades LUPPA selecionadas para participar deste projeto. São elas:</p>
<ul>
<li>Curitiba</li>
<li>Maricá</li>
<li>Recife</li>
<li>Rio Branco</li>
<li>Santarém</li>
</ul>
<p>A seleção foi realizada levando em consideração a maior diversidade territorial possível​ e todas essas cidades serão objeto do estudo de caso sobre sistemas alimentares urbanos sustentáveis que será realizado no âmbito do projeto, elas também vão participar de atividades de intercâmbio com cidades europeias. Uma análise da composição gravimétrica de resíduos​​ em feiras livres de três cidades, dentre as cinco selecionadas, complementará a geração de dados para apoiar as políticas alimentares. Avançar na temática de sistemas alimentares circulares, nas cidades brasileiras, é uma alternativa para ampliar a oferta de alimentos saudáveis aos cidadãos, gerando impactos positivos para a segurança alimentar e nutricional e reduzindo os impactos ambientais dos processos de produção e consumo de alimentos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cinco cidades LUPPA serão selecionadas para a iniciativa Diálogos União Europeia – Brasil</title>
		<link>https://luppa.comidadoamanha.org/cinco-cidades-luppa-selecionadas-iniciativa-dialogos-uniao-europeia-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUPPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2022 19:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2a. Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://luppa.comidadoamanha.org/cinco-cidades-luppa-selecionadas-iniciativa-dialogos-uniao-europeia-brasil/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Até o dia 02 de dezembro estamos com edital aberto para selecionar 5 cidades pertencentes à Comunidade LUPPA e que tenham no mínimo 150 mil habitantes, para fazer parte do Projeto Diálogos União Europeia – Brasil: “Cidades e Alimentação: Governança e Boas Práticas para alavancar os Sistemas Alimentares Urbanos Circulares”, uma iniciativa desenvolvida pela Delegação  [...]</p>
<p>O post <a href="https://luppa.comidadoamanha.org/cinco-cidades-luppa-selecionadas-iniciativa-dialogos-uniao-europeia-brasil/">Cinco cidades LUPPA serão selecionadas para a iniciativa Diálogos União Europeia – Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://luppa.comidadoamanha.org">LUPPA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Até o dia 02 de dezembro estamos com edital aberto para selecionar 5 cidades pertencentes à Comunidade LUPPA e que tenham no mínimo 150 mil habitantes, para fazer parte do Projeto Diálogos União Europeia – Brasil: “Cidades e Alimentação: Governança e Boas Práticas para alavancar os Sistemas Alimentares Urbanos Circulares”, uma iniciativa desenvolvida pela Delegação da União Europeia no Brasil em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, e com apoio do Instituto Comida do Amanhã, do ICLEI América do Sul e do WWF-Brasil. O projeto visa incentivar a troca de experiências sobre agendas alimentares urbanas entre cidades brasileiras e europeias e engajar mais cidades brasileiras na implementação de sistemas alimentares circulares que abordam a mitigação do desperdício de alimentos para alcançar benefícios ambientais e econômicos.</p>
<h2></h2>
<h2>Como se inscrever:</h2>
<p>Veja o passo a passo para realizar a inscrição:</p>
<ul>
<li><a href="https://drive.google.com/file/d/1KahJVJt0rd2cNDEQuZPORf2QkE0IGb-8/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Ler o edital</a> com todas as informações relevantes para o processo.</li>
<li><a href="https://forms.gle/mAmRBchAJNCvmEEu9" target="_blank" rel="noopener">Preencher o formulário de inscrição.</a></li>
<li>Anexar no formulário a carta de compromisso conforme modelo disponível no edital</li>
</ul>
<p>As cidades selecionadas terão a oportunidade de compartilhar experiências, informações e ferramentas com demais cidades participantes e com cidades europeias, adquirir conhecimento de ferramentas para coleta e mensuração de dados para políticas públicas alimentares que possibilitem avaliar o cumprimento de Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS 12.3) e ser parte de um projeto internacional para transformar sistemas alimentares urbanos circulares.</p>
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